quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Vida e morte de Parícia Galvão (Pagú)

1910: Nasce, em 9 de junho, Patrícia Rehder Galvão, em São João da Boa Vista (SP). - 1928: Completa o Curso na Escola Normal da Capital, em São Paulo; sob a influência de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral participa do movimento antropofágico; Raul Bopp dedica-lhe o poema Coco e lhe dá o apelido que se tornou famoso. - 1930: Oswald separa-se de Tarsila e casa-se com Pagú; nasce Rudá de Andrade, segundo filho de Oswald e primeiro de Pagú. - 1931: Ingressa no Partido Comunista; junto com Oswald edita o jornal O Homem do Povo, onde assina a coluna feminista “A Mulher do Povo”; é presa pela primeira vez em agosto ao participar, como militante comunista, do comício do PC e dos estivadores em Santos. - 1933: Publica o romance Parque Industrial, sob o pseudônimo de Mara Lobo; sai em viagem pelo mundo, passando pelos EUA, Japão, Polônia, Alemanha, URSS e França. - 1935: É presa em Paris como comunista estrangeira, com a identidade de Leonnie, e repatriada para o Brasil; começa a trabalhar no jornal A Platéia e separa-se definitivamente de Oswald; é novamente presa e torturada, ficando na cadeia por cinco anos. - 1940: Ao sair da prisão, rompe com o Partido Comunista; casa-se com o jornalista Geraldo Ferraz. - 1941: Nasce Geraldo Galvão Ferraz, seu segundo filho. - 1942: Inicia intensa participação na imprensa, atuando sobretudo como crítica de arte. - 1945: Lança novo romance, A famosa revista, escrito em colaboração com Geraldo Ferraz. - 1950: Concorre à Assembléia Legislativa de São Paulo pelo Partido Socialista Brasileiro; lança o manifesto “Verdade e Liberdade”; passa a exercer importante papel no panorama cultural da cidade de Santos. - 1952: Freqüenta o curso da Escola de Arte Dramática (EAD) de São Paulo e passa a se dedicar cada vez mais ao teatro. - 1955/62: Trabalha no jornal A Tribuna, de Santos, como crítica literária, teatral e de televisão. - 1962: Em Setembro de 62 vai a Paris para ser operada de câncer, mas a cirurgia fracassa; volta ao Brasil e morre no dia 12 de Dezembro.

Um comentário:

  1. Pagú era afrente do seu tempo até para para os padrões atuais...

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