quarta-feira, 27 de julho de 2011

Fora Jobim: Ministro diz que votou em Serra

O ministro da Defesa, Nelson Jobim (PMDB), que ocupa o cargo desde 2007, disse na terça-feira 26 ter votado no então candidato José Serra (PSDB) à eleição para presidência em 2010. Em entrevista ao jornalista da Folha de S. Paulo, Fernando Rodrigues, o ministro declarou ser amigo íntimo do tucano e que a atual presidenta Dilma Rousseff sabia de sua relação e preferência pelo candidato do PSDB.

Ao ser convidado para gravação de um programa eleitoral para a campanha da então candidata, Jobim declarou ter um problema. “De um lado, por razões pessoais, inamovíveis, eu não tenho condições de fazer campanha para a ministra Dilma. Uma vez que sou amigo íntimo do Serra. Ele foi meu padrinho de casamento, eu morei com ele algum tempo aqui em Brasília. Inclusive agora, quando vou a São Paulo, eu janto com ele, eu e minha mulher, nos damos muito bem”.

Por outro lado, afirmou o ministro “eu tenho também um impedimento de natureza institucional de fazer campanha para o Serra”. Depois disso, Lula avisou ao ministro Alexandre Padilha, que cuidava das relações institucionais do governo, para que Jobim ficasse de fora da campanha.

Sobre especulações de que seria um dos ministros a sair da equipe de Dilma antes do fim do mandato, em 2014, Jobim falou que “se a gente fica tentando marcar prazos e tempos só cria problemas e você não cria soluções. Então deixa as coisas correrem. As coisas vão andando. No momento em que as coisas resolverem sair, sai”.

Ainda na entrevista, o ministro declarou não ser mais possível apurar as responsabilidades da destruição dos arquivos da ditadura militar.“Internamente não. Não tem como. Como você não tem formalização do processo de incineração, você não tem como identificar de quem partiu o ato”.

No começo do mês, Jobim já havia dado um grande sinal de que não tem mais condições de seguir no governo ao afirmar, em evento para celebrar o aniversário de Fernando Henrique Cardoso, que sentia falta da gestão do tucano, de quem foi ministro, e que hoje estaria cercado de “idiotas”.

Fonte: Carta Capital

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Hugo Chávez 2012

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse em entrevista divulgada na noite de domingo por um jornal estatal que pretende disputar um novo mandato no ano que vem, apesar da recente cirurgia a que se submeteu para a retirada de um câncer.

A notícia de que Chávez, de 56 anos, foi operado no mês passado em Havana para extirpar um tumor do tamanho de uma bola de beisebol havia gerado questionamentos quanto à sua capacidade para continuar governando a Venezuela.

"Tenho razões médicas, razões científicas, razões humanas, razões de amor e razões políticas para me manter à frente do governo e da candidatura, com mais força do que antes", disse Chávez ao Correo del Orinoco. "No nível pessoal, eu lhe digo que nunca pensei nem por um instante em me retirar da presidência."

Chávez voltou no sábado à Venezuela, após passar uma semana fazendo quimioterapia em Cuba. Ele disse que nenhuma célula maligna foi encontrada no seu organismo, e que está retornando em melhor estado de saúde do que viajou.

"Eles checaram órgão por órgão, fazendo exames para ver se houve metástase, e não encontraram nada. O tumor estava contido", disse o presidente ao jornal, que circulou com a manchete "Chávez será candidato em 2012".

A caminhada para o socialismo venezuelano é longa e é com essa visão que Hugo Chávez vai pra mais uma batalha nas urnas, o povo venezuelano vem dado grande apoio ao Hugo Chávez, que em seu discurso na Venezuela quando voltou de Havana, levou milhares de pessoas para as ruas de Caracas.
O apoio popular vai ser fundamental para a sua nova campanha para 2012, e se tornar mais uma vez presidente da Venezuela e levar o país rumo ao socialismo.

sábado, 2 de julho de 2011

Gosto musical revela a classe social?

Por Pedro Marques
Os versos do compositor Dorival Caymmi disseram que “quem não gosta de samba bom sujeito não é”. Mas de qual tipo de samba você gosta? Gosta de choro ou prefere um pagode? Paulinho da Viola ou Exaltasamba? De acordo com o cientista social Dmitri Cerboncini Fernandes, o gosto musical reflete a classe social a qual uma pessoa pertence.
Em sua tese de doutorado na Universidade de São Paulo (USP), Fernandes classificou os gêneros populares urbanos em quatro subdivisões: o choro, o samba “tradicional”, o samba dos anos 1980 e o samba dos anos 1990.
De acordo com entrevistas feitas por ele com o público de casas de shows de São Paulo e do Rio de Janeiro, a maioria das pessoas que gostam das produções da década de 1990, denominado de pagode comercial, é jovem, com nível escolar mais baixo e moradores da periferia. O público que aprecia o samba da década de 1980 e nomes como Zeca Pagodinho e Fundo de Quintal é mais heterogêneo, com pessoas de uma faixa etária um pouco maior e que cursaram faculdade. Por fim, o samba tradicional – simbolizado por Paulinho da Viola – e o choro têm um público composto por uma maioria de pessoas com nível superior em boas faculdades, grande consciência política e um bom conhecimento musical.
“Foram os críticos, ao longo dos anos, que formataram esse tipo de divisão por classes sociais”, afirma Fernandes. Para ele, os elementos discursivos utilizados por eles, que escreviam para uma classe média mais intelectualizada, criaram divisões simbólicas do que era ‘bom’ ou ‘ruim’ dentro do samba e do choro. O que os críticos descreveram como músicas de “qualidade”, desde o início do século passado, acabou por influenciar o gosto musical de cada classe social. Aquelas que tinham mais acesso às críticas passaram a não gostar dos gêneros considerados ruins. Quem não lia as opiniões dos comentaristas acabou gostando de ouvir essas canções desprezadas. Dessa forma, moldou-se a relação entre o gosto musical e a classe social. Esse processo acontece até hoje, na opinião de Fernandes.
Contexto histórico
Para entender a tese de Fernandes, é preciso olhar para o aspecto histórico dos gêneros e subgêneros do samba e do choro, bem como analisar como a crítica musical brasileira se desenvolveu ao longo dos anos.
De acordo com o cientista social, no final da década de 1920 e início da de 1930, livros escritos por ‘críticos’ como Vagalume e Orestes Barbosa foram fundamentais para definir e organizar os gêneros e subgêneros do samba. Mas, além da nomenclatura, os autores passaram a indicar quais eram, nas suas concepções, os bons e os maus sambistas da época.
“Eram considerados bons ou autênticos, os sambistas que estavam afastados do esquema comercial”, diz o pesquisador. Os críticos valorizam o samba e o choro feitos para a comunidade, com raízes folclóricas. As produções que faziam sucesso nas rádios e atingiam um público maior eram denominadas “inautênticas”.
Nas décadas de 1930 e 1940, com Getúlio Vargas e o Estado Novo, o samba deixou de ter um tom popularesco. Segundo Fernandes, as letras foram “higienizadas” e o gênero passou a ser um símbolo do país.
Na década de 1950, intelectuais e músicos como Vinícius de Moraes e Ary Barroso consagraram, com suas opiniões, nomes como Noel Rosa, Cartola e Almirante como sambistas autênticos. Artistas como Cauby Peixoto, Nora Ney e Waldir Azevedo foram tachados como “menores”.
Nos anos 1970, críticos como Sérgio Cabral e Hermínio Bello de Carvallo, segundo Fernandes, continuaram a seguir a mesma linha de pensamento da crítica da década de 1930, dividindo e classificando os sambistas em autênticos e não-autênticos, e sempre escrevendo para uma classe social mais intelectualizada.
Por fim, simbolizando as décadas 1980 e 1990, artistas como Zeca Pagodinho e os grupos de pagodes que dominaram as rádios populares e os programas de TV, apesar de todo o sucesso comercial, não são considerados sambistas autênticos pelos críticos, por misturarem em suas músicas elementos ‘estranhos’ ao samba, como a guitarra, por exemplo.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Esteban Volkov. O neto de Leon Trotsky Davidovitch no Brasil.

Esteban Volkov e Sandro Gomes (Sandrodavidovitch)
Esteban Volkov Bronstein é neto de Lev Davidovich Bronstein, mais conhecido como Leon Trotsky - o líder revolucionário que, ao lado de Lênin, jogou papel fundamental na Revolução de Outubro de 1917. Foi também o organizador do Exército Vermelho e o fundador da IV Internacional. Sua obra, por sua grandiosidade e profundidade, é considerada a continuadora da obra de Marx, Engels e Lênin.

Esteban foi o único sobrevivente da família de Trotsky, que foi toda assassinada a mando de Stalin na década de 30. Ele tinha apenas 14 anos de idade e já morava com seu avô, quando este foi assassinado no México, em 20 de agosto de 1940, por um agente stalinista.

Trotsky morreu, mas sua obra, seu legado, suas idéias permanecem vivas no coração da classe operária mundial e em cada luta travada pelos trabalhadores contra os capitalistas e contra a burocracia que contamina o movimento operário.

Esteban dedicou sua vida a preservar e defender a obra e o legado de seu avô, que sofreu ataques de todos os lados, com fasificações, campanhas difamatórias e calúnias de todo tipo. Ele fundou o Museu Leon Trotsky, que funciona na antiga casa do avô, no México, e agora vem ao Brasil, aos 85 anos de idade, para ministrar conferências públicas sobre a atualidade da obra e a vida de Leon Trotsky.



O neto do lendário revolucionário e líder do exercito Vermelho Leon Trotsky, esteve no Recife ministrando uma coferencia sobre o seu avô. A esquerda Marxista se sente muito honrada com essa visita desse pedaço mortal da história da revolução Russa.
Foi a partir da leitura de uma entrevista que não foi publicada na Rússia que Esteban iniciou sua palestra, e contou com todos os detalhes a perseguição que seu avô (Trotsky) sofreu diante de Stalin, onde percorreu boa parte da Europa fugindo de Stalin até encontra asilo no México, onde foi assassinado a mando de Stalin com uma picaretada na cabeça. Em partes da Palestra Steban Volkov relembra com detalhes quando ainda tinha 13 anos e ao chegar do colégio encontrou todo um aparato de policias em sua casa, e lá dentro estava o seu avô com o rosto coberto de sangue pedindo parar deixar vivo o homem que o assassinou, pois ela era a prova viva do crime cometido a mando de Stalin. Assim uma das cabeças mais pensantes do mundo nos deixou, assassinado em sua própria casa. Trotsky esse sim poderia ter mudado o mundo se assumisse o poder da URSS como foi da vontade de Lênin antes de partir, Trotsky se foi mas seu legado ficou e Graças a Esteban vem sendo lembrado por onde ele passa.



sexta-feira, 3 de junho de 2011

E agora Palocci?



Os esclarecimentos emitido pelo Ministro da Casa Cívil a uma rede de Tv direitista que tem todo interesse em prejudicar o governo, pode trazer mais prejuízos para o então ministro da Casa Civil Palocci (PT). As suas declarações podem dar ainda mais lenha para a fogueira da oposição, que pede veemente sua presença na  Câmara dos Deputados.
Como o próprio ministro mesmo disse: todas as suas provas foram entregues para a Procuradoria da Republica, cabe agora esperar o resultado das apurações dos fatos. Ao meu ver foi um erro essa entrevista em  rede nacional,  uma vez que o congresso já vem pedindo explicações a semanas sobre o caso. O ministro teve que passar por uma prova de fogo, principalmente sobre perguntas com interesse diretos de prejudicar o ministro e por que não o Governo de Dilma. Não vou Defender o Ministro, isso cabe a procuradoria da União fazer e mostrar se realmente o ministro tá envolvido com irregularidades ou é mais uma tentativa deseperada da oposição de prejudicar o governo Dilma.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A criação de Tapajós e Carajás, por Sandrodavidovitch.

A criação de mais dois estados na federação foi aprovada para um plebiscito no Pará. A votação do projeto de Carajás teve 261 votos a favor (4 a mais do que o mínimo), 53 votos contrários e 14 abstenções. No caso de Tapajós, foram 265 a favor, 51 contrários e 13 abstenções. 
Para quem defende a criação desses novos estados, seria beneficiado as áreas que não são vistas pelo governo do Pará por ser um estado de dimensões muito grande e não recebem a devida atenção necessária do estado, principalmente nas questões de infraestrutura. 
Na minha opinião a criação desses novos estados não é viável para o país, isso ocasionaria mais gastos públicos; Primeiro deve ser construídas mais duas capitais para esses estados, isso acarretaria em um grande aumento nos gastos públicos e depois dessas capitais construídas elas devem ter todo suporte político e econômico, mais duas sedes de governos também devem ser criadas e mais duas câmaras dos deputados também, além de toda estrutura política necessária como secretárias, fóruns, acessórias ou seja Bilhões de reais em gastos a mais para a União. Além  que a criação desses estados não terem um fator de melhoria de vida para a população e também por ser uma área de florestas o que ocasionaria mais desmatamento e mais destruição, definitivamente a criação desses dois estados não trás nada ou quase nada de beneficio para o país, a não ser mais gastos para a conta da união.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Código Florestal - Dilma mostra firmeza ao defender mudanças no texto

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), disse no começo da tarde desta quinta-feira (26/05), após participar de almoço no Palácio do Alvorada oferecido pela presidenta Dilma Rousseff à toda bancada petista, que o governo manifestará firmeza na construção de um texto para o Código Florestal que passa a tramitar no Senado que contemple as preocupações com o meio ambiente mas também com a produção agrícola.

"A maneira como o texto foi votado na Câmara vai ensejar que internacionalmente haja questionamentos da posição do Brasil e até mesmo adoção de barreiras internacionais. Países deixarão de adquirir produtos brasileiros pelo fato de termos adotado medidas como essas", disse Humberto sobre a avaliação feita pela presidenta.

Segundo ele, a orientação de Dilma é que o Senado promova um debate tranqüilo sobre o Código Florestal e que procure encontrar pontos de convergência – e isso é possível – para que o texto final possa representar todos os que defendem o meio ambiente e que o Brasil continue sendo uma potência agrícola.

Ao comentar sobre o primeiro encontro formal da bancada petista com a presidenta, Humberto Costa disse que houve reconhecimento da necessidade de proporcionar aproximação cada vez maior em torno das discussões que serão travadas no Senado sobre o texto do Código Florestal. "A nossa expectativa é que tenhamos uma conversa permanente com os articuladores políticos do governo, para que possamos desenvolver um trabalho no Senado respaldado pela posição que o governo tem", disse o líder.

A radicalização ou a colocação de dois pólos de enfrentamento não é o melhor caminho, segundo ele, até porque se o texto do código for mantido como chegou da Câmara, conclui-se que os próprios produtores rurais serão prejudicados. "O que nós queremos é que os avanços sejam preservados, mas que o texto final reafirme as posições do Brasil de compromisso com a preservação do meio ambiente e esse é o desejo da presidenta", disse Humberto.

O senador salientou que irá conversar com todos os parlamentares da base aliada e com os partidos de oposição que estão incomodados em relação ao que foi aprovado na Câmara. "Esse tema não envolveu um debate governo e oposição. Esse tema permeia todos os partidos. Vamos procurar com uma posição de governo e aglutinar partidos de oposição na defesa daquilo que é melhor para o meio ambiente, para o Brasil e para a produção agrícola", ressaltou.

Perguntado se o governo vai estabelecer troca de cargos por apoio ao texto do código no Senado, o líder disse que presidenta Dilma afirmou recursar, terminantemente, qualquer condicionamento nas negociações. "Ela quer discutir a política e tem consciência que o Brasil entendeu o questionamento que fez sobre o texto aprovado e está ao nosso lado nessa posição. Vamos aproveitar, inclusive, esse respaldo da população para fazer o debate de forma desapaixonada, mas de forma decidida", comentou.

Fonte: PTbrasil

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O crime ambiental do Dep. Aldo Rebelo

Dep. Aldo Rebelo autor do novo Código Florestal
O deputado Federal Aldo Rebelo foi o autor de um crime ambiental sem precedentes, que pode causar um aumento significativo nos desmatamentos e queimadas no Brasil, além da anistia de todas as multas aplicadas pelo Ibama por crimes ambientais, onde impunidade vai fazer valer com esse novo código. Se antes com a aplicação de multas os casos de destruição eram enormes o que dizer do que vai acontecer daqui pra frente. Outros tremas polêmicos engordam esse novo código florestal como: a diminuição das matas ciliares para beneficiar a produção agrícola, para quem não sabe a mata Ciliar serve como proteção natural para os rios, pois sem elas as margens dos  rios ficam desprotegidas, causando erosões e Assoreamento dos leitos dos rios. Outro tema polêmico é o de quem já desmatou  APPs, pois com esse novo código vão poder continuar a desfrutar as áreas desmatadas sem nenhuma punição e áreas já desmatadas e queimadas para a produção agrícola dentro das APPs também não sofreram punições nenhuma.
O que mais deixa os ambientalistas preocupados é que uma ideia absurda de Aldo Rebelo que só beneficiaria os produtores agrícolas tenha sido aprovada na Câmara dos deputados, agora vai seguir para o Senado e ser for aprovado vamos torcer para o bom senso a presidenta Dilma, para que vários pontos desse novo código florestal seja vetado.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Recado à Presidenta Dilma




Prezada Presidente Dilma e líderes partidários,

Como um cidadão consciente, eu peço que você faça tudo em seu poder para proteger as nossas preciosas florestas, rejeitando a atual proposta de enfraquecimento do Código Florestal. Diga não para a anistia aos desmatadores, à qualquer diminuição das APPs e estadualização da política ambiental.

Por favor defenda o interesse do povo acima de interesses privados e faça tudo ao seu alcance para que nenhum acordo seja firmado até que as proteções ambientais sejam fortalecidas ao invés de enfraquecidas. 



Via Avazz

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Em defesa de Palocci



Às vésperas de um dos principais embates do governo Dilma Rousseff no Congresso, e em meio às pressões sobre Antonio Palocci, o PT unificou o discurso em defesa do ministro da Casa Civil após encontro de governadores realizado nesta segunda-feira 23, em Brasília.
A reunião, que tinha como mote temas como reforma política, Copa do Mundo e combate à miséria, serviu para que os governadores petistas Agnelo Queiroz (DF), Jaques Wagner (BA), Marcelo Déda (SE), Tarso Genro (RS) e Tião Viana (AC) colocassem o caso Palocci em pauta e tentassem minimizar as suspeitas de enriquecimento ilícito sobre o ex-deputado.

A oposição ao mesmo estilo que derrubou o homem forte do governo Lula, agora quer fazer a mesma política no governo Dilma, já que a oposição está em estado de decadência total, eles precisam de uma nova historinha pra tentar enfraquecer o governo.
O que eles estão tentando fazer agora não uma opção por justiça e sim com nítida intenção de enfraquecer o governo. Se o Ministro Palocci teve um aumento na sua renda esta tudo esclarecido no seu imposto de renda, que o próprio declarou. Obvio que um ex Ministro da Fazenda, de um dos melhores se não o melhor governo da história, teria suas consultorias valorizadas e suas empresas um ganho maior. Querem derrubar Palocci e a Mídia como sempre vai dando apoio a essa nova investida da decadente oposição do congresso. 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Lula: esquerda governa com mais competência que a direita.

Evo, Lula e Chavez
O ex-presidente Lula disse durante o XVII Fórum de São Paulo, que a esquerda provou que é capaz de governar com "mais competência" do que a direita na América Latina.
"Provamos que a esquerda governa com mais competência do que a direita, que governou durante" 
Lula citou como exemplo as políticas econômicas que promoveu durante seu mandato (2003-10) para erradicar a pobreza e melhorar o nível de vida da classe média. Lula disse que é necessário promover "uma discussão mais profunda" sobre o desenvolvimento das forças de esquerda para "fortalecer os partidos políticos, construir alianças e vencer eleições".
Há 20 anos era difícil imaginar que algum dia "um índio" como Evo Morales conquistaria o poder na Bolívia, ou que a esquerda governaria potências econômicas como Argentina e Brasil.
Segundo Lula, o Partido Comunista de Cuba foi crucial para forjar esta unidade e a Frente Sandinista da Nicarágua, do presidente Daniel Ortega, "é a força democrática mais viva, que mais evoluiu" no hemisfério.

A Direita que por muito tempo governou o Brasil e grande parte da America Latina hoje se vê perdendo força e adeptos, a esquerda provou que governar para quem realmente precisa e ampliar os programas sociais de distribuição de renda como forma de diminuir a desigualdade social é a forma mais eficaz de diminuir a pobreza tão eminente nos países da America Latina.
Depois de 8 anos, de uma política neo liberal que não visava o bem estar da maioria dos brasileiros, enfim o Brasil tomou um  rumo com ótimas politicas sociais realizadas pela esquerda com Lula e sendo continuada com Dilma, e a exemplo também em vários países da America Latina como: Argentina, Equador, Bolívia, Venezuela e Cuba.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

A batalha do código florestal

Na semana passada, houve uma verdadeira batalha econômica, política e ideológica, travada entre diferentes interesses das classes sociais brasileiras, tendo como palco a Câmara dos Deputados. O objetivo: quem pode se apropriar dos bens da natureza de nosso território.

Qual é a situação atual? Há uma legislação em vigor, o Código Florestal brasileiro, que determina a manutenção de áreas de reservas (intocadas) de 80% de cada estabelecimento na Amazônia, e 35% no bioma do cerrado. E há as condicionantes de que nas beiras dos rios, riachos e no topo dos morros e montanhas é preciso preservar e recuperar, como forma de proteger nossa água potável.

Os capitalistas sempre agrediram a natureza, burlando a lei para buscar o lucro máximo, retirando a madeira, fazendo carvão, e colocando seus bois e a soja.

Muitos deles foram apanhados pelo Ibama em seus crimes ambientais e as multas somam mais de R$ 8 bilhões. Só 1% foi pago.

E claro, há muitos pequenos agricultores nas regiões Sudeste e Sul, que por falta de consciência, desconhecimento ou oportunismo, também desmataram até a beira dos rios e no topo das montanhas nos últimos 100 anos. Mas não são muitos; segundo levantamento governamental apenas 8% dos pequenos agricultores.

Com o avanço dos interesses do capital financeiro e das grandes empresas transnacionais do agronegócio sobre nossa agricultura, o Código Florestal representa uma barreira para expansão de sua sanha lucrativa. Por isso precisam derrubar os limites do código, para colocar o cerrado e amazônia à mercê da soja, do boi etc.

Por outro lado, os fazendeiros inadimplentes com as multas, entre eles 27 deputados federais da direita, entrarão no Serasa a partir de 11 de junho e não poderão acessar mais recursos públicos ou de crédito.

Ascendeu a luz amarela. Gastaram milhões para eleger sua bancada ruralista. Fizeram acordos posteriores e ofereceram seus votos para eleger o presidente da Câmara. Apostaram no apoio da Rede Globo e outros grandes jornais. Todo o circo montado para que o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que atendia seus interesses, tivesse votação célere, e a sociedade não se atentasse aos interesses que estão em jogo. 

O governo encomendou uma pesquisa e percebeu que 95% da população brasileira é contra qualquer mudança que implique em desmatamento de nossa natureza. E a partir daí, começou a mexer-se.

Apresentou uma emenda alternativa ao relatório de Aldo Rebelo, e mesmo assim, dois deputados falsificaram a proposta ao levá-la ao plenário.

Tudo isso gerou indignação, e a maior parte da bancada do PT, PSOL e PV mobilizou-se para impedir a votação. Assim, ficamos livres, por enquanto, da votação das mudanças propostas pelo relatório de Aldo Rebelo. Os parlamentares direitistas querem votar logo porque sabem que têm a maioria da Câmara amarrada e não querem que a sociedade brasileira se mobilize. Por isso, o tempo funciona contra seus interesses.

Na semana passada houve também uma reunião em São Paulo com mais de 50 entidades nacionais, desde a CNBB, Greenpeace, setores da Contag, CUT, movimentos sociais do campo, da Via Campesina, e entidades ambientalistas, movimentos feministas. Todos contra o relatório de Aldo Rebelo. Lançaram um manifesto nacional e prometem aumentar a mobilização em suas bases.

O que está em jogo é se os bens da natureza que temos no nosso território devem ser usados em benefício de toda a sociedade ou liberados apenas para que a sanha do lucro fácil seja apropriado por fazendeiros, empresas estrangeiras e seus prepostos no Congresso Nacional.

A emenda do governo é mais sensata e pelo menos se contrapõe às mudanças mais espoliativas do relatório de Rebelo, embora não seja o ideal. Por isso, esperamos todos que haja um debate com toda a sociedade sobre as propostas em disputa. E quando for a votação na Câmara, que os interesses do povo brasileiro se sobreponham aos interesses da banca ruralista, financiada pelo poder econômico, pagos com mais de R$ 800 milhões na campanha eleitoral, como a imprensa divulgou na ocasião.

E depois, quando for ao Senado, esperamos que os senadores tenham mais juízo ainda. Afinal, lá há apenas 13 senadores ruralistas de um total de 81. E por fim, quando for à sanção presidencial, que a presidenta Dilma tenha mais juízo ainda e coragem em vetar tudo o que afete os interesses do povo.

E se o povo for derrotado em todas essas instâncias, cabem ainda ações de inconstitucionalidade, como promete fazer o Ministério Publico Federal. E aos movimentos sociais cabe lutar com suas bases por um plebiscito nacional que de fato discuta com todo povo, e ele decida sobre como quer usar os bens da natureza no Brasil.

Portanto, teremos ainda uma longa luta para que os bens da natureza tenham uma função social para todos os seres vivos desse território, e não apenas lucro para meia dúzia de oportunistas.

(Editorial do jornal brasil de fato – edição 429 - de 19 a 25 de maio de 2011)
 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O Capitalismo precisa de corretivo, diz Boaventura de Souza Santos

Sociólogo Boaventura de Souza

A crise financeira dos países europeus é para o sociólogo português Boaventura de Souza Santos prova de que o capitalismo está sem freios. O estudioso vê a Europa perdendo sua “fortaleza social”, os ideais de cidadania que marcaram o continente. “O capitalismo precisa de um corretivo”, diz. Para Boaventura, este corretivo se chamava comunismo. Segundo o acadêmico, foi o contraponto comunista que fez com que o estado de bem-estar social prosperasse na Europa Ocidental. “Hoje, vemos mais social-democracia no Brasil, que na Europa”.

Agora, o sociólogo ainda não vê o remédio certo para conter a retirada de direitos sociais e o crescimento da intolerância. Mas fechou sua palestra, diante de um plenário lotado na Assembléia Legislativa, citando três palavras essenciais para qualquer “corretivo” que seja aplicado ao capitalismo, não só na Europa, mas em todo o mundo. “Democratizar, descolonizar e desmercadorizar”.


Relações extra-institucionais
Na palestra, que é parte do programa Destinos e Ações para o Rio Grande, Boaventura de Souza Santos afirmou que a derrocada de um modelo de compromisso na relação vertical entre estado e cidadão gera também um descompromisso na relação horizontal cidadão-cidadão. Isto explica, segundo ele, a derrocada das instituições. O sociólogo destacou que as relações extra-institucionais ganham em nosso tempo mais importância.

Isto se reflete, segundo o sociólogo, nas revoluções árabes atuais, em que movimentos sociais e partidos não são protagonistas. Ele conta que durante o Fórum Social Mundial deste ano, em Dacar, no Senegal, as atenções acabaram voltadas para os rebeldes dos países árabes do Magreb, mesmo que boa parte dos militantes destes países estivesse no Fórum. “No Cairo se passavam coisas muito mais importantes que em Dacar”.

Para Boaventura, as relações extra-institucionais também se manifestam no modo com os Estados Unidos combatem seus inimigos, inclusive Osama Bin Laden. O sociólogo defende que o líder da Al-Qaeda, por mais hediondo que sejam os crimes que cometeu, deveria ser julgado pela Corte Internacional, que, não por acaso, os EUA não ratificam. O português também citou como exemplo de relações extra-institucionais a prisão de Guantánamo. “Ali não vigora nenhum princípio do Direito”.

Violência
A derrocada das relações horizontais entre os cidadãos e entre estado e cidadão se manifestam, para Boaventura, no crescimento da violência em todo o mundo. Para o sociólogo esta violência crescente se manifesta pela intolerância racial, de gênero, social e por orientação sexual. A violência também está nas escolas, na repressão feita pelo estado e no modo como o poder econômico consegue tirar a liberdade de escolha dos trabalhadores. “Quando alguém tem o poder de veto sobre a vida de outro, isto é fascismo”, disse.

Boaventura afirmou que, hoje, em Portugal o sistema financeira tenta privatizar parte da saúde pública e da previdência. “Há um fascismo financeiro”. O sociólogo não esqueceu dos problemas do Brasil, país que destacou para apontar o que chama de apartheid social. “Há as ‘zonas selvagens’ nas cidades e as ‘zonas civilizadas’. (A polícia) se comporta de forma totalmente diferente nas duas zonas. Os policiais são capazes de ajudar um garotinho a atravessar a rua nas zonas civilizadas. E dão porrada nos jovens nas favelas”. O acadêmico afirmou que não há remédio conhecido para sanar os vários tipos de violência descritos por ele. “Entretanto, já sabemos o que não funciona: a repressão”.

Boaventura de Souza Santos afirmou que as discriminações racial, étnica e social são sinais de que o colonialismo europeu ainda não acabou totalmente. Disse ainda que os espaços públicos construídos hoje em dia no mundo capitalista, como shopping centers e condomínios fechados, não são democráticos. O sociólogo afirmou que para acabar com a intolerância não basta apenas ser tolerante, coexistir: é preciso conhecer o outro. “Tolerar é pouco. É preciso conhecer o outro, enriquecer com ele”.

Neste sentido, o sociólogo ressaltou o fato de que as esquerdas mundiais conseguiram vencer sua própria intolerância com outros setores do mesmo campo. “Houve muito intolerância entre a própria esquerda. Hoje, a esquerda é um mosaico. São peças que compõem uma figura juntas, mas sem perder sua característica individual. Não temos um modelo universal. Há várias contribuições, todas elas incompletas”.

Boaventura disse que os países da Europa precisam refundar suas democracias. De acordo com ele, o poder econômico teme uma democracia forte no continente. “São democracias sem democratas”. O sociólogo prevê que as revoluções no norte da África podem ter eco na Europa mediterrânea, em países como Grécia, Espanha e Portugal. “As duas periferias da Europa – o Magreb e a Europa mediterrânea – são muito ligadas”.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O assasinato de Bin Laden, por Fidel

Fidel Castro
Aqueles que se ocupam desses temas sabem que, em 11 de setembro de 2001, nosso povo se solidarizou com o dos Estados Unidos e deu a modesta cooperação que podíamos oferecer no campo da saúde às vítimas do brutal atentado às Torres Gêmeas de Nova Iorque.


Oferecemos também de imediato as pistas aéreas de nosso país para os aviões norte-americanos que não tiveram onde aterrissar, dado o caos reinante nas primeiras horas depois daquele golpe.


É conhecida a posição histórica da Revolução Cubana que se opôs sempre às ações que puseram em perigo a vida de civis.


Partidários decididos da luta armada contra a tirania batistiana, éramos, por outro lado, opostos por princípios a todo ato terrorista que conduzisse à morte de pessoas inocentes. Tal conduta, mantida ao longo de mais de meio século, nos dá o direito de expressar um ponto de vista sobre o delicado tema.


No ato público de massas efetuado na Cidade do Esporte expressei naquele dia a convicção de que o terrorismo internacional jamais se resolveria mediante a violência e a guerra.



Bin Laden foi, certamente, durante anos, amigo dos Estados Unidos, que o treinou militarmente, e adversário da URSS e do socialismo, mas qualquer que fossem os atos atribuídos a ele, o assassinato de um ser humano desarmado e acompanhado de familiares constitui um fato repugnante. Aparentemente foi isso que fez o governo da nação mais poderosa de todos os tempos.


O discurso elaborado com esmero por Obama para anunciar a morte de Bin Laden afirma: “…sabemos que as piores imagens são aquelas que foram invisíveis para o mundo. O lugar vazio na mesa. As crianças que se viram forçadas a crescer sem sua mãe ou seu pai. Os pais que nunca voltarão a sentir o abraço de um filho. Cerca de 3 mil cidadãos se foram para longe de nós, deixando um enorme buraco em nossos corações”.


Esse parágrafo encerra uma dramática verdade, mas não pode impedir que as pessoas honestas recordem as guerras injustas desencadeadas pelos Estados Unidos no Iraque e Afeganistão, as centenas de milhares de crianças que se viram forçadas a crescer sem sua mãe ou seu pai e os pais que nunca voltariam a sentir o abraço de um filho.


Milhões de cidadãos se foram para longe de seus povos no Iraque, Afeganistão, Vietnã, Laos, Cambodja, Cuba e outros muitos países do mundo.


Da mente de centenas de milhões de pessoas não se apagaram tampouco as horríveis imagens de seres humanos que em Guantânamo, território ocupado de Cuba, desfilam silenciosamente submetidos durante meses e inclusive anos a insuportáveis e enlouquecedoras torturas; são pessoas sequestradas e transportadas a prisões secretas com a cumplicidade hipócrita de sociedades supostamente civilizadas.


Obama não tem como ocultar que Osama foi executado na presença de seus filhos e esposas, agora em poder das autoridades do Paquistão, um país muçulmano de quase 200 milhões de habitantes, cujas leis foram violadas, sua dignidade nacional ofendida, e suas tradições religiosas ultrajadas.


Como impedirá agora que as mulheres e os filhos da pessoa executada sem lei nem julgamento expliquem o ocorrido, e as imagens sejam transmitidas ao mundo?


Em 28 de janeiro de 2002, o jornalista da CBS Dan Rather, difundiu por meio dessa emissora de televisão que em 10 de setembro de 2001, um dia antes dos atentados ao World Trade Center e ao Pentágono, Osama Bin Laden foi submetido a uma hemodiálise do rim em um hospital militar do Paquistão. Não estava em condições de esconder-se nem de proteger-se em cavernas profundas.


Assassiná-lo e enviá-lo às profundezas do mar demonstram medo e insegurança, convertem-no em um personagem muito mais perigoso.


A própria opinião pública dos Estados Unidos, depois da euforia inicial, terminará criticando os métodos que, longe de proteger os cidadãos, terminam multiplicando os sentimentos de ódio e vingança contra eles.


Fidel Castro Ruz
4 de maio de 2011
20 h 34


Fonte: Cubadebate
Tradução da Redação do Vermelho
Fonte: Solidários

terça-feira, 3 de maio de 2011

Osama Bin Laden = Reeleição de Obama

A Notícia que todos os Estadunidenses queriam escutar, a captura e morte de Osama tão esperada por todos. Mais quem saiu realmente ganhando com a morte do Terrorista mais procurado do planeta?
O presidente dos Estados Unidos é o grande beneficiado com esse fato, pois ano que vem é ano de eleição nos Estados Unidos, e o presidente Obama não vinha nada bem na opinião pública, e agora foi ovacionado como herói. Essa história é muito bonita se fosse realmente verdade, mais será mesmo que Obama está morto? Ou foi apenas uma jogada política para reeleger Obama?
Quero deixar bem claro, como é que o terrorista mais procurado do planeta é morto com um tiro na cabeça, se ele valia muito mais vivo do que morto? E onde está o corpo do Osama? Por que jogaram seu corpo ao mar alegando que era tradição muçulmana? Mais ele foi morto por soltados Estadunidenses e foi levado em menos de 24h pra ser jogado ao mar, muito estranho não caro leitor.
Essa é minha dúvida se esse fato realmente aconteceu ou não passa de uma farsa dos EUA para alavancar sua hegemonia perante o mundo que estava em baixa e ainda por cima reeleger o Obama, nem ao menos uma foto do terrorista foi divulgada, no minimo estranho esses fatos ocorrem em menos de um mês que Obama anunciou que vai ser candidato a releição. Na minha opinião Osama já morreu faz tempo, só estavam esperando o momento mais oportuno para encobrir a verdadeira história, por uma que possa levar o homem mais poderoso do planeta a mais quatro anos no poder.

sábado, 30 de abril de 2011

País rico é pais sem Miséria

Em seu pronunciamento em rede nacional a presidenta Dilma Rousseff voltou à afirmar o seu compromisso com a erradicação da miséria no Brasil, e mais uma vez mostrou-se disposta a lutar para acabar com esse problema que ainda atinge uma parcela da população. Essa erradicação deu-se inicio no governo Lula, onde grande parte da população brasileira deixou a miséria e boa parte ingressou para a classe média, esse desafio agora ta nas mãos da Presidenta Dilma, que é erradicar a parcela da população que ainda não conseguiu sair da miséria, com a implementação de alguns programas assistenciais e de programas para a população se qualificar e não ficar dependente desse programas assistencialistas por muito tempo.
                                       
Algumas promessas de governo agora ganham pauta de promessas cumpridas, como é o caso do Pronatec (Programa Nacional de Acesso á escola Técnica), que é o programa pra ajudar os jovens a ingressar em escolas técnicas, pois o Brasil vem crescendo muito ultimamente ao lado da China, Índia e Rússia, que  são os países emergentes que mais crescem no mundo, e por isso precisamos de mão de obra qualificada, e esse programa vai ajudar a milhares de jovens a se qualificar e almejar melhores empregos e melhores salários, ajudando a muitos a sair da miséria. São promessas de governo que estão se tornando reais saindo do papel, isso mostra a importância do trabalho do atual governo ao combate da fome e da miséria no Brasil.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Fidel Castro renuncia à direção do Partido Comunista de Cuba




O anúncio de Fidel coincidiu com o 6º Congresso do PC cubano, que está sendo realizado nesta semana. Fidel, de 84 anos, exercia o cargo de primeiro-secretário do partido desde sua criação, em 1965. Espera-se que seu irmão, o presidente Raúl Castro, o suceda na chefia do partido. A grande expectativa agora é saber quem ocupará o cargo de segundo-secretário do PC cubano, que será visto como possível futuro presidente cubano. Em sua coluna Reflexiones, publicada nesta terça-feira no site oficial Cubadebate, Fidel afirma que seu irmão, o presidente Raúl Castro, sabia que ele não aceitaria mais qualquer cargo no partido:
"Funções que, como se sabe, eu deleguei quando fiquei gravemente doente. Nunca tentei e nem podia exercê-las fisicamente, mesmo quando havia recuperado consideravelmente a capacidade de analisar e escrever'', afirmou.
Fidel afirma no texto que há ''companheiros que, por seus anos ou por sua saúde, não poderiam prestar muitos serviços ao partido, mas Raúl pensava que seria muito duro exclui-los da lista de candidatos. Não hesitei em sugerir que não se exclua esses companheiros de tal honraria, e acrescentei que o mais importante era que eu não aparecesse nessa lista''. Fidel ainda saudou a ideia de seu irmão de ampliar a presença de mulheres e negros na cúpula do partido.

Mudanças

A decisão de Fidel foi informada horas depois de o Partido Comunista ter anunciado um plano de reformas econômicas com as quais Raúl Castro pretende ''atualizar'' o modelo socialista do país. As mais de 300 iniciativas apresentadas no congresso incluem reforma agrária, desburocratização da administração pública - com a redução do setor e a amplição de direitos cedidos à inciativa privada, como, por exemplo, o direito ao autoemprego.
Algumas destas medidas, na prática, já estão em vigor há alguns meses. Uma das medidas mais importantes anunciadas no congresso é a de que, pela primeira vez desde a revolução de 1959, cubanos poderão comprar e vender seus imóveis. Nos últimos 50 anos, só era permitido passar propriedades para os filhos ou trocá-las através de um sistema complicado e muitas vezes corrupto.
Raúl Castro alertou que a concentração de terras não será permitida, mas nenhum detalhe do novo sistema foi divulgado.
fonte BBC

domingo, 17 de abril de 2011

Renovação na política de Cuba

Raúl Castro
Em um discurso durante Congresso do Partido Comunista Cubano, Castro disse que a liderança do partido precisa de uma “renovação sistemática” e deve se submeter a uma intensa auto-crítica.
Castro, de 79 anos, assumiu o poder em 2008, sucedendo seu irmão Fidel. Juntos, eles já permaneceram 52 anos no poder.
A proposta de limitar o tempo de mandato políticos na ilha é inédita no regime comunista cubano.
Cinco anos
Boa parte do discurso do presidente foi focada em seus planos para reduzir o papel do Estado na economia e incentivar empreendedores privados.
Ele afirmou que levaria ao menos cinco anos para atualizar o modelo econômico cubano.
Segundo Castro, educação e saúde ainda seriam gratuitas, mas outros subsídios seriam cortados e o gasto com a área social, “racionalizado”.
O presidente afirmou que 200 mil pessoas já se registraram para trabalhar como autônomas desde que as mudanças foram anunciadas (em outubro do ano passado) – o dobro do número atual de cubanos nessa situação.
No entanto, ele afirmou que o caráter socialista do regime cubano era “irreversível”.
O congresso foi precedido por uma das maiores paradas militares vistas no país nos últimos anos. O evento marcava o 50º aniversário da tentativa frustrada de invadir Cuba, com o apoio da CIA, pela Baía dos Porcos.
Centenas de milhares de cubanos saíram às ruas em Havana para celebrar a data, vista como um triunfo sobre os Estados Unidos.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Brics

 "A expressão Brics criada pelo economista Jim O'Neill para definir os países que vem em constante crescimento, conhecidos como países emergentes, formados pela letra inicial do Brasil, Rússia, Índia, China e agora a África do Sul, que por causa de sua expressão em Inglês South Africa ganhou um "S" no final. Apesar das grandes diferenças sociais e econômicas entre os países, o grupo procurar fomentar ações e interesses que venham a atribuir melhoria entre eles, principalmente em relação a politica internacional , principalmente por que eles vem ganhando importância no cenário mundial".

A  agenda dos Brics não se define por oposição a nenhum outro grupo. Queremos agregar". Somos a favor de um mundo multipolar, sem hegemonias nem zonas de influência", acrescentou a presidenta Dilma no encontro do Brics no sul da China. Durante o encontro, os países buscaram consenso em alguns temas de interesse comum e defenderam uma reforma no sistema monetário internacional "com reservas internacionais de ampla base", uma alusão às propostas de diversificar a actual dependência do dólar como moeda de referência.
O documento faz menção ao apoio dos países à atual discussão sobre a composição da cesta de moedas do FMI. Não houve, no entanto, menção à proposta especifica de incluir o yuan nesse sistema de reservas do fundo - o Direito Especial de Saque (SDR, na sigla em inglês).
O apoio à reforma do sistema monetário é dado no mesmo parágrafo em que os países dizem reconhecer que a crise internacional expôs as deficiências do sistema atual.
Os países se comprometem a fortalecer a parceria dos Brics pelo desenvolvimento de forma pragmática e reitera que essa cooperação é "inclusiva e não de confronto".
O comunicado dos cinco países pediu atenção também para os riscos do grande fluxo de capitais para as economias emergentes. Esse fluxos, em países como o Brasil, com câmbio livre, geram valorização da moeda local e consequências variadas, como a perda de competitividade de exportações.
Crédito em moeda local


Entre os planos de ação, previstos pelo comunicado conjunto, está uma maior cooperação entre os bancos de desenvolvimento de cada país para fomentar investimentos. Dessa cooperação, já surgiu uma proposta, acatada pelos cinco países, de desenvolver um mecanismo de concessão de crédito cruzado em moeda local.
Após a declaração dos líderes, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que esse mecanismo de financiamento em moeda local teria como objetivo principal estimular e facilitar investimentos entre os países do grupo.
Os países delinearam também bases para uma cooperação maior na ONU destacando que, neste ano, todos os cinco membros do grupo fazem parte do Conselho de Segurança. No entanto, apenas Rússia e China são membros permanentes com poder de veto.
"Estamos todos os Brics no Conselho de Segurança das Nações Unidas, com o poder de desenvolver um trabalho conjunto e entendimento de que o uso da força não pode ser precipitado e a diplomacia e negociação devem ser privilegiadas", disse Rousseff ao lado do presidente Jacob Zuma, da África do Sul, do presidente Hu Jintao, da China, Dimitri Medvedev, presidente da Rússia, e Manmohan Singh, premiê da Índia.
Sobre a Líbia, tema sobre o qual todos os membros dos Brics se abstiveram, exceto da África do Sul, que votou a favor da resolução da ONU, os líderes demonstraram preocupação com as mortes de civis, resultantes dos bombardeios autorizados pela ONU, e reiteraram a importância da busca por soluções diplomáticas.
Reformas

O comunicado conjunto reiterou o apoio dos países do grupo a uma reforma nos organismos multilaterais, como a ONU, o Banco Mundial e o FMI, que aumente a participação dos países emergentes e em desenvolvimento.
O presidente russo falou da importância de se garantir a segurança alimentar e disse que o grupo tem visões compartilhadas sobre a necessidade de redução da volatilidade no preço das commodities.
Ainda não está claro se o Brasil assumiu algum compromisso concreto a esse respeito, já que é contra a imposição desse tipo de controle. O tema será discutido no encontro do G-20 na França na semana que vem.
A polêmica questão do yuan artificialmente desvalorizado, e o impacto disso em economias como a brasileira, não foram discutidos pelo grupo, mais interessado na busca de temas consensuais.
"Nós compartilhamos da visão de que o mundo esta passando por mudanças de longo alcance, complexas e profundas, marcadas pelo fortalecimento da multipolaridade, globalização e crescente interdepêndencia", diz o comunicado.
Os líderes se dizem profundamente preocupados com os acontecimentos no Oriente Médio, no Norte da África e na África Ocidental, e afirmam esperar que os países afetados alcancem a paz.
"Nós compartilhamos do princípio de que o uso da força deva ser evitado. Nós mantemos que a independência, soberania, unidade e integridade territorial de cada nação deva ser respeitada", disse o comunicado.

BBC Brasil

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