sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Trotsky estava certo.

A teoria de Marx, Engels e Lenin, na sociedade socialista o Estado se dissolveria aos poucos. Os trabalhadores administrariam as empresas e a economia. Democraticamente, a própria sociedade se autogovernaria. Lenin acreditava que os sovietes teriam cada vez mais poder para decidir no lugar do estado. Porém nada disso aconteceria na URSS.
No tempo de Stalin, o Estado inchou e passou a controlar tudo, decidir tudo, e os sovietes perderam o poder. A URSS era uma ditadura em que Stalin e o partido tomavam todas as decisões. Quem criticasse o poder ia para a prisão na Sibéria (aonde as temperaturas chegavam a 50 graus a baixo de zero). A imprensa era unica e pertencia ao partido, os livros escolares só divulgavam as idéias dos burocratas stalinistas.
Até as obras modernas foram proibidas porque eram tidas como obra de arte decadente, incompreensível para as massas trabalhadoras. O governo soviético se autoproclamava a "ditadura do proletariado", inspirado nos ideais marxistas. Mas, como o proletariado podia cada vez menos dar palpites, melhor seria dizer a "ditadura da burocracia".
Esse último termo - ditadura da burocracia - era a grande crítica de Trotsky ao regime soviético. Esse revolucionário russo afirmava que os principio escritos por Marx, Engels e Lenin jamais foram praticados, pois a realidade deste país era completamente diferente das ideais originais destes. Para Trotsky, o que existia na URSS, era uma ditadura da burocracia do Partido. As conquistas econômicas da Revolução se mantinham, o que fez a URSS se tornar uma grande potência mundial, porém, a democracia operária fora abortada pelos burocratas do Partido Comunista "Stalinista".

Bibliografia: Oliveira, Luiz Fernandes de, 1968 - Sociologia para jovens do século XXI

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Vladimir Lenin IV Parte

por Pedro Luso de Carvalho

Em Quem foi Lenin – Terceira Parte, descrevi fatos relacionados com a vida que o casal levava no exílio, em Genebra, que antecederam à sua volta Rússia. Neste texto pretendo abordar fatos ligados ao seu retorno à pátria, em 16 de abril de 1917, quando Lenin e Krupskaia, sua mulher, tomaram um trem que, através da Alemanha levou-os à Suécia e depois à Russia, juntamente com trinta e dois outros revolucionários. Na estação de Petrogrado foram recebidos com flores, refletores, discursos e bandeiras, recepção que desgradou Lenin, por estar a revolução apenas no começo, e já havia deomonstrações de falsas aparências burguesas.


As autoridades que alí estavam para recepcão, foram ignoradas; Lenin, dirigiu-se diretamente aos soldados e operários, para incitá-los a acabar com a revolução operária. A multidão que o aplaudia escolta Lenin, no carro blindado em que se encontra, até o quartel-general dos bolchevistas, intalado no palácio que fora de Ksesinskaia, uma bailarina que fora amante de Nicolau II. Aí Lenin iniciou uma batalha que, em seis meses, o levou a chefe de Estado.


Referindo-se à chegada do líder do seu exílio, escreve Christopher Hill (
Lenin), que: “No dia de sua chegada a Petrogrado, o Ministro das Relações Exteriores recebeu da Embaixada Britânica um memorando no qual Lenin era citado como homem extremamente perigoso eexcelente organizador, que muito provavelmente haveria de encontrar numerosos adeptos na capital russa”.


A História registra que Lenin foi o teório organizador e líder da revolta. No entanto, sua figura não era familiar ao Soviete (menchevistas), por ter andado escondido durante os meses imediatamente anteriores à revolução; não apenas por isso, mas também porque preferia deixar o Soviete entregue a seus camaradas, que se distinguiam pela oratória.


Mas, na manhã de 8 de novembro de 1917, Lenin dirigiu-se ao Soviete de Petrogrado, para o trabalho que tinha que ser feito. Foi recebido com aplauso de camaradas entusiasmados, que, a um sinal seu, cessaram com o aplauso; Lenin foi direto ao assunto: “A revolução dos operários e camponeses, cuja necessidade urgente sempre foi proclamada pelos bolcheviques está nas ruas... Esta terceira revolução, em suas últimas consequências, tem de levar à vitória do socialismo”.


Após às
teses de abril, a nova linha estatégica de Lenin, que seria adotada pelo partido, com os conselhos de deputados do povo, com todos os poderes numa República dos Sovietes, os bolchevistas conquistaram a maioria dos Sovietes e deram continuação ao novo programa: suprimir a polícia, o exército e o corpo de funcionários; confiscar todos os bens dos proprietários rurais; nacionalizar todas as terras; fundir todos os bancos num único banco nacional, controlado pelos trabalhadores. Aí estava, dizia Lenin, o primeiro passo para uma nova ordem.


Cumpre não esquecer que em 1917 ainda estava em curso a Primeira Guerra Mundial, na qual a Rússia integrava-a, por ter assinado o tratado da
Triple Entente como um dos aliados contra a Alemanha. Por isso, as teses de abril tinha com um dos seus pontos a proposta de paz com a Alemanha, que causou reações contundentes por partes de todos que eram favoráveis ao prosseguimento da guerra ao lado dos aliados, sentimento que os leva a desencadear forte campanha difamatória contra Lenin.

As relações do líder com governo alemão, foram o alvo preferido pela imprensa liberal (Lenin voltou à Rússia depois de ter atravessado todo o território alemão, até a Suécia, com o seu país em guerra contra a Alemanha, sem ser molestado pelos alemães). Sobre o fato de Lenin ter atravessado a Alemanha, em 1917, com este país em guerra (Primeira Guerra Mundial) contra os aliados, o jornal italiano A Tribuna, assim se manifestou, em 29.04.1917:


“Lenin disse que foi obrigado a passar pela Alemanha porque a França não lhe permitiu transitar pelo país. Entretanto uma autoridade diplomática francesa noticiou que o Sr. Lenin jamais sonhou em pedir um sal-conduto para o território francês”.


No mês de abril de 1917 Lenin econtra-se isolado, mas isso não significaria que fosse perdurar tal isolamento; o tempo e os fatos fariam mudar essa situação: a burguesia e o proletariado não mais poderiam permanecer unidos pelo ódio contra a autocracia, de um lado, e, de outro lado, o soldado russo encontrava-se em mortal cansaço, e recusava-se a continuar combatendo no primeiro conflito mundial. Então o partido bolchevista logo tiraria vantagens importantes por ser o único partido qua havia se colacado ao lado do proletariado e contra a burguesia; mais ainda: era o único partido que queria a paz com a Alemanha.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Selo De Ouro


O SANDRODAVIDOVITCH recebeu o selo de ouro por indicação do blog do Itárcio

Esse selo tem 4 regras básicas:

1º Colocar a imagem do selo no seu blog

2º Indicar o link do blog que nos indicou

3º Indicar blogs para receber o selo

4º Comentar nos blogs indicados sobre esse selo

Os Blogs indicados pelo SANDRODAVIDOVITCH são:

Além do que se vê

Márcia e suas leituras

Blog do Velho Comunista

Felicidade Oscilante

Dilma: Vitória no Primeiro turno


Todas as fontes apontam vitória de Dilma no primeiro turno.

sábado, 21 de agosto de 2010

70 anos da morte de Trotsky




“Mas sejam quais forem as circunstâncias da minha morte, morrerei com fé inabalável no futuro comunista da humanidade. Esta fé no homem e no futuro me dá, mesmo agora, uma força que religião nenhuma me poderia dar.”

Leon Trótski (Ianovka, 7 de novembro de 1879 — Coyoacán, 21 de agosto de 1940) foi um intelectual marxista e revolucionário bolchevique, fundador do Exército Vermelho e rival de Stalin na tomada do PCUS à morte de Lenin.

Seu nome em ucraniano é Лев Давидович Троцький, que pode ser transliterado como
Lev Davidóvitch Trótskii. Todavia, seu verdadeiro sobrenome era Bronstein (Бронштейн). Pelo calendário juliano, utilizado nos países de tradição ortodoxa, nasceu em 26 de outubro de 1879.

Nos primeiros tempos da União Soviética desempenhou um importante papel político, primeiro como Comissário do Povo (Ministro) para os Negócios Estrangeiros; posteriormente como criador e comandante do Exército Vermelho, e fundador e membro do Politburo do Partido Comunista da União Soviética.

Afastado por Stalin do controle do partido, Trótski foi expulso deste e exilado da União Soviética, refugiando-se no México, onde veio a ser assassinado por Ramón Mercader, um agente de Stalin. As suas ideias políticas, expostas numa obra escrita de grande extensão, deram origem ao trotskismo, corrente ainda hoje importante no marxismo.

Após a Revolução de 1917, passou a defender também que a revolução socialista era um processo mundial e que a Revolução Russa necessitaria continuar a desenrolar-se numa arena mundial, no âmbito de uma perspectiva internacionalista que contrastava claramente com a política estalinista do "socialismo num só país". Defendeu a rápida industrialização da economia e o abandono da NEP (Nova Política Econômica) de Lenin, quando Stalin e o teórico Bukharin defendiam a industrialização gradual e a manutenção daquela política. A dissidência no interior do Partido vem a público quando Trótski publica, em 1924, um prefácio à edição dos seus escritos de 1917,
As Lições de Outubro, criticando a falta de estratégia revolucionária de Stalin e da Direção do Comintern na direção do levante alemão de 1923, e compara suas atitudes com a indecisão demonstrada por Kamenev e Zinoviev às vésperas da Revolução de Outubro. Estas discordâncias abertas afastam politicamente Trótski de Stalin, culminando na sua expulsão do partido a 12 de novembro de 1927, o exílio em Alma Ata (hoje Altana), na então República Socialista Soviética do Cazaquistão, a 31 de janeiro de 1928, e finalmente a expulsão da União Soviética em 1929. Ainda em julho desse ano, começa a publicar um boletim mensal da oposição, que continuaria a ser publicado e contrabandeado para o território soviético durante todo o seu exílio .

Ironicamente, afastado Trótski, Stalin vira-se contra Bukharin e acaba por apropriar-se de muitos dos preceitos da política econômica enunciados por Trótski, implementando-a, todavia, de uma forma criticada por uma grande maioria, como exageradamente violenta e autoritária. Tal "virada à Esquerda" de Stalin, no entanto, fez muito para privar a Oposição de Esquerda de grande parte dos seus partidários na URSS, que acabam por aderir a Stalin, que consideram estar realizando na prática o programa da oposição, nomeadamente o economista Ievguêni Preobrajenski e o antigo chefe de governo da Ucrânia soviética e amigo pessoal de Trótski desde a época de sua estadia nos Bálcãs, o socialista romeno de etnia búlgara Christian Rakovski - que, juntamente com a imensa maioria dos antigos trotskistas, haveriam de perecer nas Grandes Purgas dos anos 1930.

Trótski com Frida Khalo, com quem teve breve ligação

Após a deportação, Trótski passou pela Turquia, França (julho de 1933 a junho de 1935) e Noruega (junho de 1935 a setembro de 1936), fixando-se finalmente no México, a convite do pintor Diego Rivera, vivendo temporariamente em casa deste e mais tarde em casa da esposa de Rivera, a pintora Frida Kahlo.

A 3 de setembro de 1938, numa reunião com 25 delegados de 11 países, Trótski e seus seguidores fundam a Quarta Internacional, como alternativa à Terceira Internacional estalinista. Trótski tinha entrado entretanto em conflito com Diego Rivera - numa disputa que tinha tanto a ver com as pretensões políticas de Rivera no movimento trotskista, que Trótski desfavorecia, quanto com a breve ligação de Trótski com Frida Kahlo - e mudara-se em 1939 para uma casa própria no bairro de Coyoacán, na Cidade do México. A 24 de maio de 1940 sobrevive a um ataque à sua casa por assassinos alegadamente a mando de Stalin. Não sobreviverá, no entanto, ao segundo ataque de Stalin: a 20 de agosto de 1940, o agente Ramón Mercader consegue sob disfarce entrar pacificamente na sua sala para um encontro, e, aproveitando um momento de distracção, aplica com uma picareta um golpe fatal no seu crânio. Ao ouvir o ruído, os guarda-costas de Trótski precipitam-se para a sala e quase matam Mercader, mas Trótski detém-nos, exclamando "Não o matem! Esse homem tem uma história para contar!". Faleceu no dia seguinte.

Mercader testemunhou posteriormente no seu julgamento: "
Pousei o casaco impermeável na mesa de forma a poder tirar a picareta que estava no bolso. Decidi não perder a grande oportunidade que surgiu. No momento em que Trótski começou a ler o artigo, deu-me a minha oportunidade; tirei a picareta do casaco, segurei-a firme na mão e, de olhos fechados, dei-lhe um golpe terrível na cabeça".

Trótski morto

Um dos secretários de Trotsky, Joseph Hansen, entregou à Imprensa um relato sobre o assassinato do líder comunista:"Trotsky conhecia pessoalmente seu assassino, Frank Jackson (na verdade, Ramón Mercarder), há mais de seis meses, e tinha confiança nele devido às suas relações com o movimento trotskista na França e nos Estados Unidos. Ele nos visitava com freqüência e em momento algum tivemos motivos para desconfiar que ele fosse agente da GPU".

Segundo Hansen, Jackson chegou à casa de Trotsky às 5h30min da tarde do dia 20 de agosto, dizendo-lhe que havia escrito um artigo, sobre o qual gostaria de sua opinião. Trotsky concordou e ambos se encaminharam para a sala de jantar, onde estava a sra. Trotsky. "Alegando estar com a garganta seca, Jackson pediu um copo de água. A sra. Trotsky ofereceu-lhe chá. Ele agradeceu mas preferiu a água. Então, Trotsky convidou-o a passarem para o seu escritório".

O primeiro indício de que algo de anormal acontecera foi o som de gritos lancinantes e de uma luta violenta. A princípio os secretários e guarda-costas julgaram que havia acontecido algum acidente, mas, ao ingressarem no escritório, encontraram Trotsky com o rosto banhado em sangue. Um dos guarda-costas correu para socorrê-lo, enquanto o outro atracava-se com o assassino, que empunhava um revólver.

"
Provavelmente o assassino atacou-o por trás, utilizando uma picareta cuja ponta penetrou-lhe o cérebro. Mas em vez de cair inconsciente, como o assassino planejara, Trotsky agarrou-se a ele".

Enquanto jazia, sangrando, no chão, Trotsky disse a Hansen: "
Jackson baleou-me com um revólver. Acho que, dessa vez, é o fim". Hansen tentou animá-lo, dizendo que o ferimento era superficial e que não podia ter sido causado por um tiro, já que ninguém tinha ouvido o estampido. "Não, sinto aqui que desta vez eles conseguiram" - disse Trotsky, apontando para o coração.

Trotsky lutou pela vida durante 24 horas, vindo a falecer às 7h25min da noite de 21 de agosto.

Túmulo de Leon Trótski em Coyoacán, bairro da cidade do México, no jardim da casa onde morou durante seus últimos anos de vida.

A casa de Trótski em Coyoacán, preservada no mesmo estado em que se encontrava naquele dia, é hoje um museu, em cujos terrenos se encontra ainda o cenotáfio de Trótski, com a foice e o martelo talhados sobre seu nome
Fonte:
http://blogdoitarcio.blogspot.com/

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O verdadeiro Marco Maciel

Não se engane com essa figurinha carimbada do nosso cenário Político. O Candidato e Senador Marco Maciel é uma figura que ostenta mil faces atualmente. Bem ele quer passar uma imagem de bom moço, de quem foi um governado eleito pelo povo em 1981, principalmente nas imagens em seu guia eleitoral. Mais vale salientar que o Marco Maciel que conhecemos tem um passado que ele faz questão de esconder de seu guia. A sua fase onde ele andava lado a lado com a Ditadura Militar, onde foi governador Biônico, ou seja, foi governador indicado pela Ditadura, e não por que foi eleito pelo povoe fazia parte da ARENA partido que apoiava a Ditadura Militar.
Ele também era presidente da câmara dos Deputados em Abril de 1975. Foi quando o regime militar lançou o Pacote de Abril, que fechou o Congresso e estabeleceu outras medidas autoritárias. Vale salientar que o Senador Marco Maciel nunca perdeu uma eleição que disputou, mais agora chegou a hora desse quadro mudar, e Marco Maciel encerrar sua história política no Brasil e em Pernambuco, chegou a hora do povo pernambucano saber quem foi o verdadeiro Marco Maciel.
Esse ano vamos votar e eleger dois Senadores, em Pernambuco e Marco Maciel que estava em segundo lugar na ultima pesquisa, vem sendo seguido bem de perto pelo candidato Armando Monteiro. Abaixo vai a ultima pesquisa sobre intenção de votos para Senador em Pernambuco.

Humberto Costa (PT) 47%

Marco Maciel (DEM) 32%

Armando Monteiro (PDT) 31%

Raul Jungmann (PPS) 10%

Fonte: VOX Populi

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Renato Russo de A a Z


Renato Russo de A a Z é o mais completo roteiro das idéias do líder da Legião Urbana, banda que eletrizou gerações de jovens nas décadas de 1980 e 1990. Organizado em 453 verbetes, o livro oferece ao leitor um raio-x do pensamento do grande poeta do Rock Brasil, a partir de ampla e minuciosa pesquisa em duas centenas de entrevistas, reportagens, artigos, livros, especiais de TV e rádio, além de levantamento inédito de 140 bases de dados sobre a Legião na Internet. Dos temas amenos aos mais explosivos, das pessoas comportadas às mais excêntricas, nada escapa ao seu olhar crítico, ao seu espírito polêmico.

Solidão: Não adianta você ter um Disco de platina na parede se você está sozinho. Renato Russo.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Fidel Castro critica a nomeação de Uribe

"Em um artigo à imprensa, Fidel expôs que "entre outras coisas absurdas", Em Havana o líder cubano Fidel Castro considerou nesta segunda-feira (16) um "disparate" do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, a nomeação do ex-presidente colombiano Álvaro Uribe (2002-2010) como membro de uma comissão que investigará Israel.
Em um artigo à imprensa, Fidel expôs que "entre outras coisas absurdas", Ban "incorreu no disparate" de nomear Uribe para o grupo que investigará a abordagem do Exército do país judeu a uma frota de barcos que transportavam ajuda humanitária à Faixa de Gaza, em maio, em uma ação que deixou nove mortos".

Como é possível nomear o ex-presidente da Colômbia como membro de uma comissão que investigara uma barbárie, se o próprio Uribe já cometeu uma, ao invadir o espaço aéreo do Equador e bombardear o pais em busca de guerrilheiro sem ao menos pedir permissão ao governo equatoriano. Ou seria apenas uma questão de troca de favores, afinal a Colômbia vai abrigar 7 bases americanas em seu território. A Colômbia é quase um território Ianque dentro da América do Sul, uma verdadeira ameaça para a Venezuela e seus vizinhos. Pobre Colômbia entregando o corpo e o território aos EUA.

sábado, 14 de agosto de 2010

Alguns Motivos para não Votar em José Serra

1-) Em 2009 registrou piora generalizada nos índices de crimes no Estado de São Paulo. Os roubos alcançaram o mais alto valor da série histórica, com 257.004 ocorrências, 18% acima do ano anterior. O recorde de roubos havia sido alcançado em 2003, quando foram registrados 248.406 casos. Também cresceu o total de casos de latrocínios, sequestros, roubo e furto de veículos. Para piorar, a violência policial também aumentou. (Fonte: Estadão)

2-)São Paulo é o Estado brasileiro com o maior número de pedágios e onde seu número mais cresce. Em 1997, existiam apenas 40 praças, todas sob gestão estatal. Nos anos seguintes, a política de concessão das rodovias para a iniciativa privada praticada pelos governos do PSDB multiplicou por 5,5 o número de pedágios e hoje eles são 225. E a ameaça continua, pois Serra já anunciou que seu número vai aumentar. Desde que tomou posse, ele criou 82 novas praças de pedágio. A arrecadação de pedágios nas rodovias paulistas vai atingiu R$ 4,55 bilhões em 2009, nível recorde, 17,3% superior ao arrecadado em 2008. Os dados são da Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo). (Fonte: Folha e SMABC)


3-)Sucateamento do ensino estadual. O salário que um professor doutor recebe hoje é cerca de R$ 6.300,00, mas, o que chega efetivamente às suas mãos, após desconto da previdência e do imposto de renda, fica em torno de R$ 4.500,00. Nada que dignifique um profissional que, tipicamente, passou mais de seis anos completando sua formação universitária em nível de pós-graduação. Na briga por alunos, as faculdades privadas sabem que devem apostar na qualidade de seus professores; logo, vão buscar os talentos das universidades públicas. Em várias faculdades públicas já estão faltando professor. As universidades públicas correm, assim, o risco de não mais atrair os melhores alunos e, aí, está selado o sucateamento definitivo. Os funcionários da USP foram protestar por melhores salários. A reação de José Serra? Mandar a cavalaria para cima dos estudantes e professores, gerando um vergonhoso conflito no campus onde algumas pessoas saíram feridas. (Fonte: Folha, UOL e ADUSP)

4-)Em 2001, o ministro da Saúde, José Serra, que segundo a propaganda, era o “melhor Ministro da Saúde, da história”, gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas de combate à dengue. Como parte do plano econômico, demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar os focos do Aedes Aegypti (transmissor da dengue). Resultado: em 2002 o Estado do Rio de Janeiro registrou 207.521 casos de dengue, com 63 mortes.

5-) Por fim, José Serra representa um governo que tem nos bastidores pessoas como FHC, responsáveis por muitas mazelas que só hoje puderam ser corrigidas.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

"Pobre" Jarbas Vasconcelos


Bem como vamos ver aqui em baixo o Senador do PMDB declarou seus bens, perto das eleições, que ele concorre para Governador do estado de Pernambuco, é impressionante o cinismo de tentar enganar o eleitor com números ridículos que provam o lado mentiroso das contas de Jarbas.






Jarbas Vasconcelos (PMDB)– Candidato a Governador


Obras de arte (jóias, quadros, objetos de arte) – R$198.217,20
Camarote nº1 do Estádio Adelmar da Costa Carvalho – R$11.254,68
Casa no Rosarinho – R$100.000,00
Apartamento Pier Mauricio de Nassau – R$130.000,00
Saldo Conta Corrente Banco Real – R$547,24
Saldo Conta Corrente Banco do Brasil – R$1.441,60
Casa no Janga – R$120.000,00
Conta Corrente Banco do Brasil – R$341,98
Automóvel Peugeot, fab.2009 mod. 2010 – R$35.690,00
Banco Santander Real fundo de investimento renda fixa – R$215.296,30
Apartamento Pier Mauricio de Nassau ( a ser pago em parcelas) – R$ 403.771,85”


Bem, vamos por partes:
Primeiro sobre os bens em Obras de artes que esta no valor de R$198.217,20 na parcela obras de arte então, Jarbas Vasconcelos dá um show de modéstia. Ou de esquecimento. Montaigne ensinava que a primeira qualidade do mentiroso é ter boa memória. Pelo visto, Jarbas Vasconcelos leu e esqueceu a lição, pois no que ele declara como 198 mil reais existem mais que bois e bonecos do mestre Vitalino. Em artigo publicado na revista Continente, pudemos ver que nas paredes de sua casinha no Rosarinho (que ele avalia em cem milzinhos), existem quadros de João Câmara, Reynaldo Fonseca, Cícero Dias, Siron Franco, Vicente do Rego Monteiro e Aldemir Martins. Bom gosto, reconheçamos, mas um só Vicente do Rego Monteiro e um modesto Cícero Dias, por exemplo, podem custar mais que 198 mil cangaceiros de barro. Mas o nobre senador esqueceu.

Casa no Rosarinho: O pobre senador tem uma senhora casa no Rosarinho que esta avaliada em 100 mil. Como pode ser apenas cem milzinhos, o Senador acha que o povo é Idiota de acreditar que a sua Casa no Rosarinho vale apenas 100 mil, em um lugar bem localizado com uma casa ampla e com toda qualidade e conforto.

Apartementos: A saber: os dois apartamentos valem, no mundo imoral dos imóveis, algo em torno de 1.700.000 reais. (Informações da Moura Dubeux). Esses dois apartamentos dignos de um senador vão além do total 1.216.560,85 informado acima. É natural, eles estão no mais alto prédio do Recife, digamos.


Saldo Conta Corrente Banco Real – R$547,24 e Conta Corrente Banco do Brasil – R$341,98. Com essa o Senador Jarbas Vasconcelos da um show de modestia. Como um Senador da Republica que ganha mais de 15 mil Reais por mês pode ter menos de mil reais somado em duas contas bancarias, isso é chamar o povo de burro Senador...

Na sua declaração ao TRE, o ínclito Jarbas só perdeu mesmo para o deputado federal Raul Jungmann, candidato a senador na sua chapa (de Jarbas). Raul, o ex-comunista da escola de Roberto Freire, declarou possuir bens num total de…. 17 mil reais. Notem que Raul recebe salários acima de 20 mil reais há dois mandatos e não tem, coitado, sequer uma casa pra morar, nem mesmo um fusca pra chamar de seu.
Pelo visto foi o tempo que políticos ganhavam dinheiro aqui no Brasil ou eles continuam a mentir com a maior cara limpa.

sábado, 31 de julho de 2010

Em Pernambuco: Eduardo Campos (PSB) Dispara na frente de Jarbas(PMDB)

Até em pesquisa encomendada pela rede Globo a disparidade entre Eduardo e Jarbas é bem visível, e pode na realidade ser bem maior do que esses números. E fica evidenciado que o povo pernambucano não ficou satisfeito com os 8 anos de Jarbas no poder, com esse resultado Eduardo Campos do (PSB) ganharia com folga no primeiro turno.


CANDIDATOINTENÇÕES DE VOTO
Eduardo Campos (PSB)60%
Jarbas Vasconcelos (PMDB)24%
Anselmo Campelo (PRTB)1%
Edilson Silva (PSOL)1%
Jair Pedro (PSTU)0%
Roberto Numeriano (PCB)0%
Sérgio Xavier (PV)0%
Branco/ Nulo5%
Indecisos8%

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Vladimir Lenin - III Parte


por Pedro Luso de Carvalho



A família Ulianov muda-se para Moscou no outono de 1893; Lenin resolve morar sozinho em São Petersburgo. Aí, nos seus primeiros anos, Lenin diz da importância de pensar com clareza para não se desviar do caminho por falsas tendências. As grandes distâncias russas resultam num isolamento entre as cidades mais importantes, e também com o interior do seu imenso território. Quebrar esse isolamento é o propósito de Lenin para ir ao encontro das personalidades importantes da social-democracia internacional. Para Lenin, é imperioso saber como se comporta o desenvolvimento do marxismo no Ocidente. Então, ainda muito jovem, vê-se no exterior, na sua primeira experiência. Na Suíça, encontra-se com Pleklanov; em Berlim, com Karl Liebknecht; em Paris, com o genro de Karl Marx, Paul Lafargue.


Assim Lenin foi descrito pelo bolchevista Potresov, em suas
Memórias, por ocasião dessa viagem ao exterior: "rosto emagrecido, a cabeça quase completamente calva, apenas com alguns tufos de cabelo, uma pequena barba avermelhada. Sob as sobrancelhas os olhos entreabertos pareciam astutos e penetrantes. Os amigos brincavam, dizendo que nascera velho e calvo e que pelo aspecto físico um típico negociante da Rússia setentrional".


Após ter retornado a São Petersburgo, Lenin tenta delinear a
União de Luta pela Emancipação da Classe Operária, que passa a atuar em cerca de vinte círculos marxistas; os locais escolhidos para essa ação, para a divulgação dos primeiros lineamentos marxistas entre os trabalhadores, por meio de manifestos e panfletos, são os centros industriais russos. Nessa época, ou seja, em meados de 1890, Vladimir Lenin não é ainda o líder entre os marxista em São Petersburgo; mas já é importante no círculo dirigente, composto de quarenta pessoas.


Em dezembro de 1895, são presos todos os membros do círculo dirigentes: o descuido de um jovem ativista, leva a polícia a prendê-lo; e encontra com ele as provas do primeiro número do jornal
Classe Operária, cuja impressão era aguardada. O prisioneiro logo aponta à polícia os membros da organização. Lenin é conduzido ao cárcere da Rua Spalernaia, onde fica recluso por pouco mais mais de um ano. Nesse período, mantem-se ativo com suas leituras e correspondência com companheiros da prisão e os que se encontram fora dela. Entre os inocentes comunicados que escreve da prisão, Lenin dá instruções, pede notícias, redige proclamações e manifestos. Para evitar a depressão e outros problemas de saúde, Vladimir exercita-se.


Sobre a prisão de Lenin, Gerard Walter escreve: “Para o frio planejador que foi Lenin, até a prisão oferecia vantagens. Ele a considerava uma pausa útil para voltar à boa forma. Tinha problemas com o estômago, e jamais tivera tempo para tratar-se quando em liberdade. Agora finalmente seguiria uma férrea dieta, que antes lhe fora aconselhada por um médico suíço. Era, muitas vezes, atormentado por problemas com os dentes; consegue, na prisão, licença para tratá-los com um dentista particular. Longas horas de sono, ginástica e, contra o tédio, leituras recreativas, traduções e um trabalho obrigatório: a elaboração de um de seus livros fundamentais:
O desenvolvimento do Capitalismo na Rússia. Podia ler e escrever à vontade na prisão, e ainda pedir livros da biblioteca. Recluso, não lhe faltam calma e reflexão. No fim da pena Lenin disse, entre brincalhão e sério: 'Que pena, não pude terminar meu trabalho'”.

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Ainda sobre a prisão e condenação de Lenin, escreve Christofher Hill: “Lenin foi mantido na prisão por mais de um ano, tempo em que continuou a elaborar panfletos e declarações, escrevendo com leite guardado em 'tinteiros' de pão fáceis de engolir quando necessário. Sentia-se, entretanto, muito solitário. Sua futura esposa, Nadiejda Constantinovna Krupskaia, encontramo-la, pela primeira vez, em pé num determinado ponto da calçada fora da prisão, horas à espera de que Lenin pudesse olhá-la de relance através de uma janela enquanto os prisioneiros faziam exercício”.


“ Quando a final foi submetido a julgamento – diz Hill -, Lenin viu-se condenado a três anos de exílio na Sibéria, Chuchenskoie, perto de Minusinski, na Província de Jenissei. A não ser pelo clima adverso, e pelo fato de uma fuga tornar-se impraticável em região tão desolada e inacessível, as condições desse degredo não eram demasiado severas: Lenin ali pode receber livros para estudar, escreveu muita coisa, e completou
O Desenvolvimento do Capitalismo na Rússia. Uma vez por semana podia livremente falar com os camponeses sobre questões jurídicas. E maio de 1898 viu chegar Krupskaia, que também fora condenada ao exílio e com quem se casou mesmo na Sibéria”.


Sobre a companheira de Lenin, escreve Curzio Malaparte: Nadejda Konstantinovna Krupskaia teve, na vida de Lenin singular importância: representa uma parte que surpreende até mesmo os que vêem em Lenin o Gêngis Khan da revolução proletária. Mulher enérgica e muito inteligente, de olhos claros e salientes, olhar doce e lento lábios grossos e moles, espírito claro e limitado, caráter paciente e resoluto, Nadejda Konstantinovna Krupskaia não foi apenas a secretária do revolucionário profissional, mas sua colaboradora devotada e incansável, mulher no sentido mais burguês do termo, aquela que, tanto em Chutchenskoie [Sibéria], como em Londres, Paris e Zurique, nos tristes anos de exílio, ou nos trágicos dias da revolução, zelará pela saúde de Lenin, pelo seu trabalho, descanso, suas distrações, e lhe proporcionará um ambiente doméstico simples mas tranqüilo, num clima de confiança e tranquilidade familiar”.


L. Fotieva (Lydia Alexandrovna Fotieva), autora do livro traduzido do russo para o espanhol com o título
De la vida de Lenin, e depois traduzido para o português, por Zuleika Alambert, com o título de Lenin, escreve: “Antes de minha chegada a Genebra, não tinha uma idéia exata do caráter e do tamanho das divergências entre os bolchevistas e os menchevistas. No entanto, mesmo o pouco que chegava até nós fazia com que inclinássemos para os bolchevistas. Assim é que, quando cheguei a Genebra, senti todas as minhas simpatias voltadas para os bolchevistas – mais por intuição, que por compreensão absoluta – e a seguir incorporei-me ao seu círculo. Somente em Genebra, quando comecei a ler ávidamente a literatura do Partido, sobretudo o livro de Lenin Um Passo Adiante, Dois Passos Atrás, e conversando com os camaradas de mais idade, compreendi plenamente toda a profundidade e antagonismo das divergência entre Bolchevistas e Menchevistas”.


Sobre a vida de Lenin com sua mulher, em Genebra, diz L. Fotieva: “Foi nesse ambiente complicado, tenso e difícil em que me encontrei ao incorporar-me à colônia de emigrados em Genebra, no verão de 1904. Vladimir Ilitch e Nadiejda Constantinovna voltaram logo. Meu encontro com eles produziu-me enorme impressão. Era surpreendente a simplicidade e afabilidade deles. Era surpreendente a singular perspicácia de Vladimir Ilitch. Diziam que lia até o fundo da alma das pessoas”. L. Fotieva diz ainda, que, ao trabalhar com Nadiejda sentiu por ela um grande afeto. Afirma também que Nadiejda era uma pessoa equilibrada, tranqüila e cordial; e que possuía conhecimentos teóricos e grande experiência do trabalho partidário.

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