Desde o inicio das atividades do convênio, estudantes relatam as constantes abordagens. " Os policiais estão lá para garantir segurança aos estudantes, mas estes acabam sendo alvo da ação policial" afirma Safatle. Wesllewn, do 1º período do curso de Ciências Sociais e morador do Crusp, diz ter sido abordado cinco vezes desde o convênio começou a funcionar há dois meses. Souza, que é negro e rapper e de baixa renda, afirma sofre muito mais que colegas brancos, de alta renda e com outro estilo. " Como aqui na USP não tem muitos negors , você acaba sendo alvo fácil". Além de racismo, os policiais teriam preconceito sociais. Em duas das vezes em que foi enquadrado, Souza estava sem a carteira de identificação de estudante. A abordagem foi muito pior. " Enfiaram a mão na minha cueca e tive que tirar a camisa". " Não sei quem esta seguro com uma polícia dessas, inadaptada para lidar com os problemas sociais e com heranças profundas da ditadura".
Seja como for, a ação de terça 8 nov. não contribuiu para melhorar a imagem que a PM tem dentro do Campus. Vargas e Rodrigo Marzano, estudantes de artes plasticas, também detido, reclamam da tortura psicológica constante durante a prisão e da humilhação. Marzano destaca a convicção com que os PMs os chamavam de bandidos.
As atuações foi outro ponto que marcou os estudantes. A riscos a qualquer aparição e temerosa, os participantes da ocupação rechaçaram a presença da mídia e mantiveram os rostos cobertos durante todo tempo. Na Assembleia do dia 1º provocações mutuas criaram um conflito entre as duas partes. Marzano relata ter percebido provocações frequentes por partes dos jornalistas. Segundo ele, quando saía do prédio, já detido com as mão na cabeça, ouviu um dos repórteres dizer: " Ah, agora vocês estão aí"
(Reportagem da Carta Capital nº 672)
Segundo relato dos próprios estudantes a propria policia em uma mega operação de mais de 400 homens, invadiu a reitoria e tratou os alunos como bandidos, e os próprios PMs foram responsáveis pela quebra de equipamentos como impressoras e vidraças, e em seguida a GLOBO e a VEJA entraram no prédio colocando a culpa nos estudantes. Boa parte da sociedade que não tem um senso critico das coisas aplaudiram de pé a ação criminosa da polícia e das mentiras deslavadas da GLOBO e da VEJA.
De fato a universidade é um lugar para estudar e fazer pesquisas e a polícia é pra proteger os alunos e não para bater e humilhar os estudantes.

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